Falando aqui em post anterior da dificuldade em achar madeira natural para marcenaria no DF, ficou parecendo que eu "reclamava" do MDF. Mas, vamos ser justos com ele. O MDF hoje é o arroz com feijão da marcenaria. Sim, não é todo dia que a gente pode optar por uma paella, por exemplo. É fácil de trabalhar, cortar. Com parafusos e pinos, a montagem é rápida. Tem várias padronagens bacanas, etc, etc...
A placa padrão de MDF tem 2,75m X 1,83 m. Ou seja, são 5 metros quadrados de "madeira", dá para inventar muita coisa com ele. O único porém é que o MDF não pode chegar perto de água, porque a madeira "incha" e estraga facilmente.
Exemplos de como aproveitá-lo? Este painel para TV e o rack embaixo. O ponto de partida foi o tamanho da TV, de 43". O painel tinha que ser mais largo que ela. Daí, para melhor aproveitamento da placa, a largura máxima ideal seria o lado menor (1,83m). Vi o que sobrava de madeira e defini o tamanho que seria possível o rack. Resultado: apenas uma placa foi suficiente para fazer tudo. (Ele tem apenas uma porta de correr, no centro, por isso). Coloquei rodinhas de nylon, elas dão um charme a mais, além de facilitar a limpeza (mais uma vez, lembro: nunca jogar água diretamente no móvel feito em MDF).
Quando fui fazer estas 2 estantes, o critério foi o mesmo. Qual o tamanho que devo cortar as prateleiras para ter o melhor aproveitamento? Ficaram com 30 centímetros de profundidade. Um detalhe nelas que fez toda a diferença foi colocar um pedaço de madeira na frente e atrás com 4 centímetros "em pé", que parecem "engrossar" a espessura das prateleiras. Na verdade, isso foi feito para dar maior resistência a elas, já que iriam receber o peso de livros. Assim, novamente, uma única placa foi suficiente para fazer as 2 estantes.
Em ambos os casos, usei placas com 15 milímetros de espessura. No rack e no painel, a estampa era "amadeirada", mas nas estantes, foi mesmo a branca, que tem o menor preço.
Nenhum comentário:
Postar um comentário