sexta-feira, 8 de julho de 2016

Justiça ao MDF


Falando aqui em post anterior da dificuldade em achar madeira natural para marcenaria no DF, ficou parecendo que eu "reclamava" do MDF. Mas, vamos ser justos com ele. O MDF hoje é o arroz com feijão da marcenaria. Sim, não é todo dia que a gente pode optar por uma paella, por exemplo. É fácil de trabalhar, cortar. Com parafusos e pinos, a montagem é rápida. Tem várias padronagens bacanas, etc, etc...
A placa padrão de MDF tem 2,75m X 1,83 m. Ou seja,  são 5 metros quadrados de "madeira", dá para inventar muita coisa com ele.  O único porém é que o MDF não pode chegar perto de água, porque a madeira "incha" e estraga facilmente.
Exemplos de como aproveitá-lo? Este painel para TV e o rack embaixo. O ponto de partida foi o tamanho da TV, de 43". O painel tinha que ser mais largo que ela. Daí, para melhor aproveitamento da placa, a largura máxima ideal seria o lado menor (1,83m). Vi o que sobrava de madeira e defini o tamanho que seria possível o rack. Resultado: apenas uma placa foi suficiente para fazer tudo. (Ele tem apenas uma porta de correr, no centro, por isso). Coloquei rodinhas de nylon, elas dão um charme a mais, além de facilitar a limpeza (mais uma vez, lembro: nunca jogar água diretamente no móvel feito em MDF).
Quando fui fazer estas 2 estantes, o critério foi o mesmo. Qual o tamanho que devo cortar as prateleiras para ter o melhor aproveitamento? Ficaram com 30 centímetros de profundidade.  Um detalhe nelas que fez toda a diferença foi colocar um pedaço de madeira na frente e atrás com 4 centímetros "em pé", que parecem "engrossar" a espessura das prateleiras. Na verdade, isso foi feito para dar maior resistência a elas, já que iriam receber o peso de livros. Assim, novamente, uma única placa foi suficiente para fazer as 2 estantes. 
Em ambos os casos, usei placas com 15 milímetros de espessura. No rack e no painel, a estampa era "amadeirada", mas nas estantes, foi mesmo a branca, que tem o menor preço.

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